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Sexologia dos Fluidos Janeiro 31, 2009

Posted by joão carlos santos in Road Stories.
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962Já reparam que muitas destas crónicas se desenrolam ao domingo. Tudo isto porque o domingo é um dia complicado. O seu único problema, é ficar imediatamente , a seguir a um sábado á noite. E , somente esse facto, pode estragar qualquer dia. O Pedro sempre foi uma vitima do domingo. Algumas semanas atrás, passou todo o santo domingo, a despejar um garrafão de agua mineral para se recuperar de uma ressaca intransigentemente maçadora.

Por volta das cinco horas da tarde, recebeu um sms de uma menina que andava a namoriscar. Nada de serio. Seja como for, a menina estava á duas semanas a morar sozinha  e quis que o Pedro fosse conhecer o seu apartamento novo. O Pedro sorriu.  Pegou numa garrafa de agua mineral e dirigiu-se para o carro. Ligou o GPS, e escreveu o nome da terreola desconhecida. Que raio de nome para se dar a uma localidade. Nunca tinha ouvido falar de Coina. Mas aparentemente o GPS era mais instruído geograficamente do que ele. Era a primeira vez que aquela porcaria de aparelho ia justificar o seu investimento.

Finalmente lá consegui descortinar o sinuoso caminho para Coina. Continuava a sorrir sozinho. O caminho para Coina nunca poderia ser algo fácil  e a direito. Era mais forte do que ele. Já estava outra vez a pensar em parvoíces. Ele era mesmo assim. Mas, finalmente lá estacionou em frente a um numero 15 de uma rua qualquer. Tocou e subiu. O apartamento era simpático mas bastante pequeno. Tinha uma sala, uma  cozinha, um quarto e uma varanda. Tudo arrumado num quadrado de betão minúsculo. A casa de banho encontrava-se colada ao quarto. Um apartamento apertadinho em Coina. Continuava a sorrir. Lá estavam,  outra vez,  os seus famosos pensamentos idiotas.

O Pedro foi direito ao assunto. Ainda não sabia bem como sair de Coina e nem podia vêr qualquer bebida á sua frente. Não havia porque perder tempo. Pousou a garrafa de agua mineral na mesa de cabeceira . Para não parecer muito afoito e não assustar a menina, decidiu não começar logo com amassos em zonas delicadas. Ficou mesmo ali,  deitado longitudinalmente na cama apertada, beijando carinhosamente a menina .Esse foi o seu primeiro erro. Perdeu muito tempo nos preliminares ligeiros e miminhos. Esqueceu-se que já tinha bebido mais de dois litros de agua . O seu segundo erro , foi ter ficado a beber Coca-Cola enquanto vislumbrava um filme nos meio da secção de mimos. De repente, deu-lhe uma vontade imensa de urinar. Uma daquelas situações em que se suspira de prazer depois de cumprida a necessidade. Encolheu-se na cama em posição de gestação. Mas não resultou. Ia ter mesmo de ir á casa de banho. E foi nesse momento, que surgiu o constrangimento. Apareceu-lhe o sindroma do pénis tímido. Sindroma esse, muito conhecido entre a classe masculina, e  que geralmente se manifesta em casas de banho de bares ou discotecas extremamente lotadas de bêbados cambaleantes.

porcos1A proximidade da casa de banho com a cama, estava a deixa-lo louco. Ela ia com certeza ouvir a sua mijadela. Mas não conseguiu aguentar mais. Saiu a correr da cama. “ Já venho. È só um minuto” – sussurrou ofegantemente. Teve de fazer mil e um malabarismos de forma a reduzir a distancia entre o pénis e a sanita. Pernas abertas em forma de espargata olímpica reduziam a distancia entre os dois pontos. Felizmente a casa de banho era pequena. Um pé fazia força na banheira enquanto o outro se equilibrava na parede de azulejos. Com a mão direita, claramente a mais certeira,  segurava o pénis. Com a mão esquerda segurava no tampo da sanita. Com muita dificuldade, lá conseguiu reduzir o barulho da “ agua” a verter no interior da sanita. Arrancou um pedaço de papel higiénico e  limpou aquelas malditas pinguinhas que sempre teimam em ficar no bordo da sanita.  Encerrou o fecho das calças e olhou para cima. Foi uma sensação de alivio e prazer. A operação tinha sido coroada de sucesso. Voltou para a cama com um ar animado. Agora é que era.

No entanto, aquela interrupção fez com que o clima demorasse um pouco a voltar a normalidade. Quinze minutos depois, ela levanta-se subitamente. “ Agora é a minha vez. Estou aflitinha” – declarou com um sorriso maroto. “ As mulheres têm sorte. Nunca fazem tanto barulho. È só sentarem-se” – pensou o Pedro. Mas a menina devia estar igualmente muito aflita porque de repente surgiu aquele barulho inconfundível de quem verte litro e meio de Coca-Cola pelo cano da sanita. O Pedro quase que podia jurar que ouvia o barulho do borbulhar, proveniente da reacção química do encontro de um fluido quente com um liquido frio. Decidiu aumentar o som da televisão, mas ficou á espera de ouvir a água da torneira do bidé a funcionar. Mas nada. Em menos de um minuto ela estava de volta com a sua cara alegre. E recomeçaram os preliminares. Mas aquela ideia não sai da cabeça do Pedro. Só pensava no Bidé. “ Ela fez xixi e não usou o bidé. Ela não usou o bidé. Ela não usou o bidé” – eram as palavras que não lhe saiam da cabeça. E foi nesse instante que tudo se precipitou. Ela empurrou-lhe suavemente a cabeça para o aconchego das suas pernas entreabertas. O pescoço do Pedro ficou hirto. “ E agora? O que é que eu faço?” – pensou de forma assustada. Ela insistiu com um pouco mais de força. Ao Pedro pareceu-lhe ouvir as vértebras do seu pescoço em comunicação directa com o seu cérebro. “ Não cedam. Agora não. Mantenham-se fortes. “ – ordenava o cérebro do Pedro as suas rígidas vértebras.  E de repente a sorte bateu a porta do Pedro. Para ser mais preciso algum  tocou á campainha. Era a irmã dela que vinha a subir as escadas com o lanche. Antes mesmo de ela entrar, já o Pedro estava completamente vestido. Continuava hirto e estático , deslizando em direcção da porta de saída. Inventou uma desculpa e saiu rapidamente. Não tinha apetite para o lanche. Nem para mais nada.

Uma semana depois, o Pedro encontrou o Carlos, num jantar marcado para os lados das Amoreiras. Como ainda não estava em si , compartilhou com o Carlos a sua duvida existencial.

 

- Ò Carlos, mas o que é que eu podia fazer? Tive de sair de lá a correr…

- Meu caro , não és um caso único. Na verdade, todos os homens que já tiveram experiências desagradáveis com as chamadas” Meninas Bacalhau” desenvolveram um técnica milenar para essas situações..

- Qual técnica?

- A famosa técnica do “ Dedinho Olfactivo” …

- Porra! Mas os dedos não tem cheiro…

- Escuta! È fácil!  Quando estiveres a masturbar aquela mulher que ainda não conheces bem, e quando tiveres aquela vontade imensa de cair de boca no triangulo das bermudas, nesse instante paras. Primeiro tens de verificar as condições envolventes do local.. E como não dá para enfiar a cara ali e pores-te a cheirar, è nessa altura que o dedo entra em acção. Depois de a masturbares, dás-lhe  uma abraço. Beija-lhe o seu pescoço e subtilmente dá um cheirinho no teu dedo. Se a região não apresentar condições higienicamente sustentáveis,  é capaz de ser melhor abortar e fingir uma dor muscular nos gémeos.

- Bolas! E tudo porque ela foi fazer xixi a meio….

- Pois é ! Tinha sido escusado entrares em pânico! Essa situação era fácil de evitar. Tinha uma amiga que era perita nessas situações. Como é lógico, fazer sexo com a bexiga apertada, não é humanamente suportável. A técnica dela era colocar um pouco de papel na água da sanita. Assim conseguia abafar o som e depois lavava-se rapidamente no bidé. Acho eu. Pelo menos ouvia-se a agua a correr da torneira. Ela até tinha uma solução para o problema numero dois…

- Qual é o problema numero dois?

- È aquele de natureza intestinal!  Estas a perceber?…O que ela fazia era dizer que estava suada e que gostava de ir tomar um banho. O barulho da agua encobria os ruídos que podiam vir do trono. E ainda dava tempo para efectivamente se lavar . Toda a gente sabe que uma mulher demora tempo a tomara banho. Ninguém suspeitava.

- Epá. essa técnica também serve para nós…

- Claro… O problema e quando surge do inesperado! A flatulência é fatal!

- Quem?

- O traque, porra! Quando ele surge em momentos inoportunos e de forma ruidosa, não há nada a fazer!

- Pois é, nesse caso mais vale fugir e nunca mais encontrar a pessoa outra vez…

 - Nada disso! Pelo contrário! O meu conselho, é que se ele surgir no meio do sexo, nada de pedir desculpa.  Isso só vai aumentar o constrangimento dos dois . O melhor é continuar como se nada tivesse acontecido. Se fores discreto, na maioria dos casos, ela vai ficar na dúvida se o som veio de ti, do estrado da cama, ou se foi a saída de ar da vagina. Agora se estiveres longe dela, o melhor é tentares reproduzir o som com a boca. Como se estivesses a cantar hip hop ou meramente a imitar um sapo.

- Isso é muito ridículo. … ( risos) … E como é que disfarças o cheiro? Isso é impossível!

- Acendes imediamente um cigarro! Se tiveres um charuto melhor, porque o cheiro é mais forte!

- Não resulta! È o mesmo que provocar a tosse para disfarçar um arroto! Mas o maior problema nem é o traque sonoro! O verdadeiro dilema, é a bufa! Apesar de ser manhosa e silenciosa, deixa sempre um cheiro pestilento. Quem dá uma bufa fica sempre com ar de culpado. Não se consegue encobrir. E aquela estratégia do protesto indignado nunca resulta…

- Bolas! Mas as tuas bufas tem enxofre…

- Eu só sei que nada resulta…

- Como é que sabes que nada resulta? Fala o tipo, que para disfarçar a ejaculação precose diz ás meninas “ … és tão linda que não me aguentei”…

- Isso é outro assunto! Sabes que eu sou doente!

- Sim, mas é da cabeça de cima…tarado! Tens de tentar. Até pode pode funcionar. Lança a duvida! È melhor que ficares com a alcunha do “ Feijoadas”…

- …(risos)…

- E as remelas? Nunca reparaste nas remelas?

- Porra! Nas remelas!? Nem nunca pensei nisso…

. Pois tens de reparar! Sabes, quando as mulheres passam um lápis ou rímel nos olhos, fica sempre um restinho no canto do olho junto com a famosa remela! Só que, existem algumas, que no meio da conversa decidem limpar o olho. E depois ainda ficam a olhar para ver o que sobrou. Sempre tive vontade de dizer,  se também podia observar o pequenino borrão preto…juro que aquilo parece uma pulga…

- …(risos) …Mas para mim, o que me faz mais impressão, é a cera! Quando  já estamos naquela altura mais  tórrida, e surge um beijo aqui , uma língua ali, e de repente sente-se aquele sabor azedo na zona da orelha! Até me arrepia…

- Podes sempre deixar crescer a unha do dedo mindinho para limpar a orelha da menina…

- …(risos)…E a sobre a menstruação que me dizes?

- Epá, depende do fluxo de menstruação da mulher e da intimidade que tens com ela.  Mas a mim não me faz nenhuma impressão.

- Porra! Para ti não existe nada que te faça impressão.

- A menstruação não me faz impressão! Nada mesmo! Aliás ate costumam ser elas a ter maiores problemas em fazer algo nesse dia. Por mim, esta tudo perfeito.

- Tudo?

- Bom, tudo não ! Eu não sou propriamente o Conde Dracula! Mas ouve lá, que cheiro é este?

- Deixa-te de historias! Foste tu , meu porco! E escusas de estar a acender esse cigarro…