Teoria Económica do Bâton Novembro 12, 2008
Posted by joão carlos santos in Main Road.1 comment so far
Tenho andado ausente deste blog. Circunstancias de trabalho desligaram-me deste meu hobby. Voltei. Voltei com a crise. Embora ela já nos ronde silenciosa á muito tempo. Desvendou-se mais claramente nos últimos meses. E hoje falar sobre a dita. Apenas um pequeno apontamento. Uma curiosidade económica. Algo que me foi desvendado pelas paginas do New York Times. O mais estranho dos indicadores económicos. O já famoso Índice Esteé Launder. A constatação inerente a este índice económico é de bastante simples compreensão. A relação de consumo é de fácil constatação. Quando a crise económica chega dispara a compra de bâton.
As empresas de cosméticos são das raras corporações com razões para sorrir nos próximos tempos. Na verdade, é apenas uma compensação justa. Eles sempre nos ajudaram a ter um sorriso mais bonito e com menos rugas. O seu negocio e colocar-nos um sorriso de satisfação matinal ou nocturna no rosto. Nos próximos tempos, este lema não podia ser mais apropriado.
A dimensão da crise pode-se ver pela previsão do aumento do consumo de bâton. Prevê-se uma subida de quarenta por cento nas vendas. A teoria e muito semelhante a outros fenómenos em sociedades mais pobres. Nestes países, curiosamente a subida do preço do pão provocou um aumento na sua procura. Estranho?! Nem por isso! Compram-se mais bem inferiores, porque a capacidade aquisitiva de bens mais caros , diminui significativamente. Mais pão quando menos carne ou peixe se compra; mais bâton porque se gasta menos em roupa. A satisfação de necessidades básicas ou de meros impulsos consumistas continua sempre a satisfazer-se. Apenas com produtos diferentes. Quem vê crises não vê corações, mas quem vê lábios reluzentes pode ver depressões económicas.


