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Morte e Vida ou como Morrer para Viver Setembro 30, 2008

Posted by joão carlos santos in Main Road.
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A vida é muito injusta. Aparentemente. Não tem sentido este ciclo da vida. Não me parece bem organizado. Reparem ,na maneira inapropriada como ele termina. Axes to axes. A morte como termino duma experiência de vida nunca constitui um final feliz. O ciclo da vida vai-se construindo ao contrario. A nossa primeira visão da vida deveria reflectir-se no preto tumular da pedra tumular. Devíamos começar por morrer. Livrar-nos desse peso nos primeiros instantes de vida.

De seguida, devíamos ser enfiados num asilo para velhinhos sem dó nem piedade. Permaneceria-mos ate a vontade sexual chegar. Sinal de que estávamos a ficar muito novos para aquele lugar. Nesse instante, deveriam-nos oferecer uma relógio de ouro e por-nos na rua. Estava na altura de começar a trabalhar. Tinha chegado a altura de empreender a árdua tarefa de trabalhar quarenta anos seguidos. Trabalhar e trabalhar. Esperando pela reforma que chegaria por volta dos nossos trinta anos.

 

No começo dos trinta passava a valer tudo. Reforma contabilizada mensalmente na nossa conta bancaria. Era só gozar a vida ao máximo. Beber e fazer festas. Namorar muito. Preparar-se para a entrada na universidade. Depois viria o colégio. Mais namoradas. Para finalmente ficarmos crianças. sem qualquer tipo de responsabilidade. Voltar ser um bebe no colo da sua mãe. Sendo a mão aquela escolhida por si entre as mulheres que iniciaram o ciclo da vida mais tarde que o seu. Para ultimamente, nos seus últimos messe de vida, voltar para o útero. Passar os seus últimos nove meses flutuando. E terminando tudo com um enorme orgasmo. Não seria a vida tão perfeita?

 

 

PJ Harvey – Dear Darkeness