O sexto sentido feminino Março 1, 2008
Posted by joão carlos santos in Road Stories.trackback
Quantos homens são necessários para mudar um rolo de papel higiénico? Na verdade, não se sabe. Foi coisa que nunca aconteceu. Mas vamos com calma. Comecemos o post de forma elegante. Imaginem um domingo de manha. O famoso dia em que uma grande maioria de pessoas se desloca em romaria aos hipermercados. Não se percebe o razão de tal comportamento. Acontece. Uns diriam que por falta de tempo, não lhes resta outra alternativa. Outros não dizem nada. Vão e com um ar de contentes para a mulher não se chatear. Outros vão e nem se lembram. Porque não podemos esquecer que domingo de manha fica exactamente a seguir a sábado a noite.
A nossa história começa de uma forma simples. Todos nos já a conhecemos. O Pedro conduzia a sua carrinha Opel. Quem vai a um hipermercado tem de ter uma carrinha. Não sei porque mas é assim. Óculos de sol para esconder o sono. A Patrícia sentada ao seu lado conversava animada com as ocupantes do banco traseiro. A mãe do Pedro e a sogra completavam a ocupação da carrinha. A conversa seguia ininterruptamente. Com picos de altura por vezes perigosos. O Pedro não percebia nada da conversa. Era como se transportasse uma camioneta excursionista de japoneses. Parecia-lhe que todas falavam ininterruptamente e ao mesmo tempo. Era impossível descortinar um fio condutor. Para ele todas as palavras lhe pareciam incoerentes. A determinada altura, não aguentou mais.
- Importam-se de estar caladas?
- (silencio)
- Isto assim é impossível?
- Porque?
- Porque eu estou a tentar conduzir, ou ainda ninguém reparou que vamos num carro?
- A tentar conduzir? Mas a nossa conversa tapa-te os olhos?
- Por vossa culpa já falhei a saída para Alfragide… agora vou ter de dar uma volta enorme.
- Não estamos a perceber nada dessa tua fúria súbita?
- NÂO! Isso é porque não vem a conduzir…
- E qual é o teu problema, tivesses levantado o rabinho mais cedo da cama…
- Mas o que é que uma coisa tem a ver com a outra…
- Se não tivesses ficado no computador a noite inteira e tivesses te ido deitar comigo isto já não acontecia.
- Mas tu estas maluca! Eu não estou a falar disso. Lá estão vocês a falar de uma coisa completamente diferente do que eu estava a dizer. Eu só vos mandei calar para não me atrapalharem.
- Estão a ver como ele anda! Ultimamente é sempre assim. Anda sempre irritado e não ouve ninguém. Já o mandei ir a um psicólogo mas ela ainda me chama maluca. A culpa é daquele emprego que ele teima em manter. Estou farta de dizer isto…
- CALEM-SE! PORRA! Já falhei outra saída…
- Se fosses com atenção a estrada em vez de ires a ouvir a conversa, isto não acontecia…
- EU JURO QUE VOS DEIXO EM CIMA DAQUELE VIADUTO…
- (silencio)
- Porra! Acho que estou com um furo…
- (intervem a mãe) …O filho! Tu andas muito esquecido! Devias ter visto antes de sair de casa. Não te alimentas como deve ser. O teu cérebro fica fraco. Olha que o teu avô teve Alzheimer, e eu vi no programa da manha da Praça da Alegria, que isso e hereditário. Por falar nisso, desde que saiu aquele apresentador todo jeitosos aquilo nunca mas foi o mesmo.
- OH MÃE! COMO É QUE EU PODIA VERIFICAR SE O PNEU IA FURAR NO CAMINHO. EU DESISTO! POR AMOR DE DEUS…
Nenhuma das mulheres naquele carro percebeu a justificação do Pedro. O seu cérebro não conseguia compreender a ligação entre a capacidade condução e a possibilidade de se ouvir e conversar simultaneamente. O Pedro continuava furioso. Para alem de o desconcentrarem, não percebia porque haviam aquelas mulheres de estar a falar ao mesmo tempo sobre assuntos aparentemente diferentes e sem relação entre si. E isto demonstra algo fundamental. Os homens e as mulheres são diferentes. Verdadeiramente diferentes. Não são melhores ou piores. São apenas diferentes. Os homens nunca encontram nada mas ou seus filmes e CD estão arrumados por ordem alfabética. As mulheres sabem sempre onde estão as chaves sobresselentes do automóvel mas esquecem-se frequentemente de olhar para o indicador do nível de gasolina a piscar mesmo em frente dos seus olhos. Os homens arrumam um carro num espaço mínimo mas nunca encontram o ponto G da mulher. As mulheres encontram uma meia suja por detrás da sanita mas não vem frequentemente um poste num parque de estacionamento. Uma mulher quando se perde pergunta a alguém, um homem deambula abstractamente pela área murmurando qualquer coisa entre dentes. Uma coisa é verdade, elas são mais perspicazes. Os homens chamam a isto, sexto sentido. Outros, apelativamente denominam o fenómeno de intuição feminina. Mas será que elas têm verdadeiramente um sentido adicional em relação aos homens? Será que tem um radar incorporado? Ou será, que a hipótese de terem olhos na nuca é uma verdade científica ainda por descobrir?
- Pois é Patrícia, não acredito em nada disso do vosso sexto sentido…
- Olha, que esta enganado Pedro! Nunca reparaste que uma mulher consegue sentir sempre que a outra esta triste ou perturbada enquanto vocês precisam de ver lágrimas, gritos ou chapadas para finalmente ligarem alguma coisa a situação!
- Isso e porque nos temos sempre a cabeça cheia de preocupações…
- Pois dever ser! E realmente difícil assistir aos dois canais de desporto em simultâneo. Nos temos uma capacidade aguda para nos apercebermos dos pequenos detalhes e mudança de aparência e de comparência dos outros. Chama-se a isto intuição feminina.
- Sim…sim…também conhecida como bisbilhotice crónica! Esta calada, qual percepção aguda aos detalhes! Voçes nem conseguem calcular a distância entre o pára-choques do carro e a parede da garagem. Ainda hoje tive de pagar mais quinhentos euros ao mecânico. Mas se for para vislumbrar um cabelo louro no meu fato creme tu isso já consegues ver….
- Oh estúpido! Isso e porque nos não temos a capacidade espacial, que se situa no lobo frontal do cérebro, tão desenvolvida!
- Não! Deve ser o lobo traseiro do cérebro…porque tu bates sempre com o pára-choques de trás…
- Bato eu e vais passar a bater tu!
- Porque?
- Porque… sexo hoje… NÃO HÁ! Dói-me o lobo traseiro do cérebro.
- Não se pode brincar contigo.
Qualquer mulher conhece os amigos dos filhos. Conhece os seus medos e segredos. Sabe quando eles estão apaixonados. Sabem quando eles estão prestes a preparar alguma asneira. Os homens sabem que existe alguém que ocupa um outro quarto lá em casa. Sabem que a porta costuma estar sempre fechada. Para a a maioria é um mistério quem é o ser que mora por detrás daquela porta. Sabem vagamente o seu nome. De vez em quando vêem o pirralho a comer o pequeno-almoço. Mas costuma sair quase de seguida, porque a criatura suja geralmente tudo. Não se preocupa muito com aquele habitante. A mulher parece conhecer bastante bem os hábitos daquela pequena criatura. Para ele isso basta.
Mas o problema não esta no cérebro dos homens. Está nos seus olhos. È este órgão, que é na verdade uma extensão do cérebro, que faz muita da diferença. Uma mulher faz sempre uma descrição mais detalhada. O cérebro de uma mulher é capaz de captar uma enormidade de pormenores através dos seus olhos. Para o homem existe o verde e o azul. Para uma mulher existe igualmente o azul esverdeado ou o verde azeitona. A cor de marfim é algo de indecifrável para o homem. Mas na verdade, o segredo esta numa outra cor. No branco. Mais precisamente, no branco dos olhos. A parte branca dos nossos olhos permite um maior ou menor movimento e orientação do olhar. È igualmente significativo na comunicação interpessoal. E nesse aspecto, a parte branca do olho é maior nas mulheres do que nos homens. Isto permite-lhes emitir ou receber uma maior variedade de sinais oculares. Desta forma, a mulher não depende tanto como o homem da linguagem corporal para decifrar outro tipo de comunicação. Neste aspecto o homem esta mais perto do primata. E não se sabe da existência de qualquer gorila com sexto sentido.
Mas o olho encerra mais segredos para desvendar o mistério do sexto sentido. As mulheres têm uma maior variedade de cones na retina e uma visão periférica muito mais ampla. Para alem disso o cérebro de uma mulher esta preparado para efectuar um trabalho de coordenação minucioso num espaço reduzido. A capacidade comparada entre sexos para enfiar uma linha numa agulha deve ser bastante demonstrativa desta questão especifica.Os olhos dos homens são geralmente maiores mas o seu cérebro configura a sua capacidade numa espécie de visão de túnel. Ou seja, vêem perfeitamente algo que esteja directamente a sua frente. Quanto mais distante estiver o objecto, melhor será sua percepção. Simplificando, o homem tem uma espécie de binóculos no cérebro. Consegue vislumbrar um avião mas não encontra a cerveja no frigorífico. Talvez seja por isso que tantos homens são apanhados a olhar fixamente para o peito de uma mulher. Eles estão desesperadamente a tentar processar a informação. Mas os mamilos da dita têm de estar exactamente em frente do campo visual do observador. E se o peito da mulher estiver demasiado perto, a dificuldade vai ser enorme. Uma mulher nunca será apanhada a olhar para o corpo de um homem. E elas olham tanto, ou mais. E nunca são apanhadas no acto. È uma injustiça, eu sei! Mas as vantagens da visão periférica são monstruosas. A que saber aceitar e viver com isso com a dignidade própria de um homem. Pensem noutra vantagem. Olhos que não vêem , coração que não sente.
- Sinceramente, Patrícia! Que mania de andar sempre a arrumar e a esconder tudo nas gavetas e armários! Não encontro nada! Não se consegue viver nesta casa! Estou vestido sem cuecas e meias, e nem encontro uma cerveja no frigorífico. E mesmo que queira ir comprar, tu resolveste esconder a minha carteira e chaves do carro!
- Esta tudo ai á tua frente! No sitio do costume!
- Estás a brincar! Não vejo aqui nada!
- Experimenta abrir a porta do frigorífico! Eu coloquei aí as cervejas á quinze minutos! Elas não voam. Excepto quando vem cá os teus amigos ver o futebol.
- Lá estas tu….
- Toma lá, estão aqui….
- Como e que eu havia de ver! Escondeste todas as garrafas de cerveja por detrás do pacote de manteiga…
- Deixa estar …. tu não tens a culpa! Já nasceste assim…
- O que é que queres dizer com isso?
- È a tua natureza. És homem. O teu ângulo de visão e demasiado lato. Eu consigo ver quase tudo sem mexer a cabeça. Tu não consegues ver nada porque tens uma inabilidade de mexer esse rabo preguiçoso e oscilar esse pescoço! Não há nada a fazer!
- Não me digas que rodas a cabeça como no filme do Exorcista?
- Não sejas infantil!
Esta vantagem confere as mulheres a tal capacidade de descortinar melhor as emoções. Qualquer homem que já tentou mentir a uma mulher na sua cara descobriu automaticamente o significado de sexto sentido. È quase impossível um homem mentir a uma mulher na sua presença. Esqueçam isso. Numa comunicação cara a cara, os sinais não verbais representam 60 a 80% da mensagem. Os sons representam 20 a 30 % do total. Todo o conteúdo da mentira expresso por palavras, que vieram ate casa a desenvolver meticulosamente, representa apenas 7 a 10% da mensagem. Não vale a pena. A capacidade da mulher de analisar a informação e proceder a uma transferência rápida entre hemisférios cerebrais torna-a um detector humano de mentiras. Ela consegue de forma superior ao homem, integrar e decifrar os sinais verbais, visuais e qualquer outro tipo. Não vale a pena confiar na qualidade da mentira. Se for cara a cara vai ser apanhado. Mesmo com a luz do quarto apagada vai ser difícil. Ela ainda vai dispor dos sentidos da audição e do cheiro. Se querem mentir usem o telefone, fax, e-mail, carta, pombo-correio ou apaguem a luz e ponham um cobertor sobre a cabeça. E sobretudo, rezem muito. Por outro lado, elas podem mentir-nos quando quiserem e onde quiserem. Exactamente, mesmo na nossa cara. Não dispomos de tais qualidades. Só as apanharemos se a mentira for demasiado estúpida ou pouco lógica. Quantas mulheres já não fingiram um orgasmo? Quantos homens perceberam? Quantas mulheres já foram apanhadas a trair um homem em comparação com o número de homens na mesma situação? Acreditem, é duro de aceitar mas é verdade. Só tem de mostrar dignidade e fazer com que isso não aconteça. Porquê se elas quiserem, vão engana-lo e você dificilmente ira descobrir. Mais vale assim, a ignorância pode ser uma bênção. Corno manso é que não. E não se preocupe, a maioria dos homens já sofreu desse mal. Só que a maioria não sabe. Portanto, trabalhe para que isso nem lhes passe pela cabeça.
- PEDRO! Pedro! Aquela torneira a pingar está a pôr-me os nervos em franja! Já te tinha dito para arranjares aquilo…
- (silencio)
- PEDRO! PEDRO! Acorda! Mas tu não ouves a torneira a pingar…
- O que? Que se passa? Já são horas de acordar…
- Mas será que tu és surdo…
- Qual torneira??? Não estou a ouvir nada…
- A torneira da cozinha…
- Isso é o vento…
- Estás a brincar comigo??? Vai fechar a torneira…
- Esta bem…
- E já agora vê lá quem é que anda na escada a fazer barulho a esta hora. Deve ser nos rés de chão…
- Patrícia, nos estamos no quinto andar! O barulho que estas a ouvir vem da varanda. È de certeza o gato da vizinha.
- Odeio esse gato!
- Patrícia, tu odeias é a vizinha por ela ser loura e bonita!
- Estúpido! Quando voltares para a cama vais apanhar! Já sabes…
Aqui o problema adensa-se. Mas tudo se torna mais claro no que diz respeito ao alegado sexto sentido feminino. Para alem de uma visão mais apurada, elas tem igualmente uma melhor audição. Eu sei que isto já é demais. Mas a natureza é assim. Não tem nada a ver com justiça. Melhor audição e maior capacidade para detectar sons agudos. A sua única falha é a falta de capacidade espacial e de orientação para detectar de onde vem o som. Aqui o homem é melhor. A espécie masculina é portanto uma espécie de mocho. Mas como a mulher é que ouve, de nada serve ao homem esta aparente vantagem. O cérebro da mulher tem a capacidade para separar e ordenar os sons por categoria e tomar decisões relativamente a cada um deles. Uma mulher consegue estará conversar com alguém e simultaneamente controlar uma outra conversa alheia. Os homens não são coscuvilheiros porque simplesmente não conseguem. Os homens têm dificuldade em concentrar-se na própria conversa que tem com ele quando estiver algum ruído a incomodar a sua recepção. Controlar uma segunda conversa seria impossível. Televisão ligada e barulho de loiça a bater baralham a conversa de qualquer homem. Se o telefone tocar, a mulher atende simplesmente. O homem vai imediatamente pedir para que os outros se calem, baixem o som da televisão ou desliguem a musica.
A mulher tem uma maior sensibilidade ao som. Isto permite-lhe distinguir alterações de tom no volume da voz. Estas alterações no som da voz permite-lhe captar alterações nas emoções. O homem nunca dirá “ Tens a voz a tremer” ou “ Muda de tom quando falares comigo” ou mesmo o famoso “ Não falas comigo nesse tom”. Para o homem somente os berros ou gritos permitem detectar uma alteração significativa na emoção da outra pessoa. Esta e uma das razões porque o tal sexto sentido feminino permite a mulher entender os outros por “ meias palavras”. O homem, no entanto, é melhor na identificação e imitação de ruídos animais. Como podem ver é sempre bom ser-se melhor a imitar um porco. As vantagens daqui inerentes para os homens são imensas, como podem imaginar. A natureza devia estar a brincar connosco. Sinceramente. As mulheres são uma espécie de médium. Nós sabemos imitar primorosamente um porco e podemos distinguir distintamente se aquele barulho incomodativo vem de um galo ou de uma vaca. Fabuloso. È justo.
- (longo silêncio)
- Esta tudo bem, Patrícia?
- Sim está tudo óptimo.
- (longo silencio)
- Foi alguma coisa que eu fiz ou disse nesta noite?
- Não me apetece falar disso.
- (longo silencio)
- Faz-me um favor, diz lá. O que foi que eu te fiz?
- (silencio)
- Eu não sei mesmo o que fiz
.- Esta bem! Vou dizer-te qual é o problema, apesar de te estares a fazer de parvo! Aquela estúpida da nossa vizinha esteve a noite toda a fazer-te olhinhos e tu não fizeste nada para acabar com aquilo! Atè estavas a incentivar.
- EU? A nossa vizinha? Eu não percebi nada disso….
- Não te faças de parvo! Eu não sou estúpida! Quando estava a falar contigo inclinou-se toda na tua direcção e apontou os pés para ti enquanto passava a mão nos cabelos loiros mal pintados. E aquela cabra ainda acariciou a coxa enquanto massajava o lóbulo da orelha. E aqueles olhares langorosos que te deitou foram nojentos! Quando ela começou a mordiscar a ponta do copo só me apeteceu partir-lhe a cara.
- Eu não vi nada disso! E o Zé estava comigo e também não reparou em nada dessa história!
- Não te armes em santinho! Todas as minhas amigas viram o que aquela cabra estava a fazer!
- A nossa vizinha? Tens a certeza?
- CALA-TE! Senão ainda me zango a sério.
Se a vizinha fosse uma gazela que passasse a correr pelo horizonte o Pedro ainda poderia adivinhar a que velocidade ela ia. Mas assim não. Todo o jogo e linguagem executada pela sua vizinha na sua cara com os olhos, corpo ou voz, passou-lhe completamente ao lado. Ele não mentiu. Apenas não se apercebeu. È claro que a Patrícia nunca acreditará nele. Nem pensar. Para ela foi demasiado obvio. O que ela viu foi uma gazela deitada de perna aberta. Ninguém poderia deixar de ver tal coisa. Ninguém, excepto o Pedro. Assim como a maioria dos homens presentes. O cérebro dos homens não esta programado para ouvir verdadeiramente ninguém ou para ver os pormenores. Especialmente no ambiente caótico duma discoteca. Existem ali luzes que eles nem sabem descrever. Pedir-lhes para perceber uma insinuação discreta e demais. A vizinha teria de dizer ” vamos embora para minha casa”. E mesmo assim o Pedro poderia ficar na dúvida se ela não queria simplesmente uma boleia. Os homens são assim.
Não há que enganar. As mulheres tem os sentidos mais apurados que os homens. Simples. Até o tacto é singular. O tacto pode dar vida. A ausência de tacto pode levar a depressões e neuroses. As mulheres são exímias nesta capacidade. Uma capacidade extremamente importante. Não nos podemos esquecer que a pele é o maior órgão do corpo humano. Tem, aproximadamente, uma superfície de dois metros quadrados. São dois milhões e oitocentos mil receptores da dor em funcionamento. Aos quais devemos acrescentar mais duzentos mil receptores do frio e quinhentos mil sensíveis ao toque e pressão. Prescindir do toque e deixar todo um mundo por descobrir. As mulheres são muito mais sensíveis ao toque. Efectivamente são dez vezes mais sensíveis ao toque e á pressão do que relativamente a um homem. A pele da mulher e mais fina. E curiosamente, mais resistente, devido a uma camada suplementar de gordura. Mas não é apenas este facto que estimula a necessidade do toque nas mulheres. Elas possuem igualmente uma hormona, denominada ocitocina, que estimula a necessidade do toque e que acciona os receptores do tacto. Isso é notório no nosso dia a dia. As mulheres tem quatro a seis vezes mais hipóteses de tocar numa outra mulher durante um simples conversa, do que uma situação análoga entre homens. Devido a este imperativo genético, elas desenvolveram um maior número de expressões relacionadas com o toque. Expressões como “pele macia ou áspera” são tipicamente femininas. Somente uma mulher quando fica zangada pode “ ficar com os cabelos em pé” ou pode efectivamente “ dar o seu toque pessoal”. Quantos de nós, já não ouviram esta frase da boca de uma mulher zangada connosco – “ Não me toques”. As mulheres têm um mundo de sensibilidade na ponta dos dedos. Mas não só. Todo o seu corpo é um enorme receptor de sensibilidade e emoções. Saber tocar numa mulher é uma arte. Difícil é verdade. Mas pode ser o cadeado para perceber o seu misterioso sexto sentido.
- (Patrícia encontra-se com 39 graus de febre a tremer debaixo de um cobertor. Pedro entra no quarto.)
-Esta tudo bem, meu amor?
-Está-se mesmo a ver que sim…não é…
-Tu até estas com boa cara…
-Tu não és nada sensível à minha dor e grau de incomodo… sempre foi assim…
- Isso é mentira…mas tu nunca estas doente…é raro.
- Porque não sou mariquinhas como tu. Sabes perfeitamente que o teu nível de resistência a dor é nulo. Se dás um espirro ficas logo na cama a pedir uma canja de galinha e um suminho de laranja.
- Até parece! Apenas te digo que me pareces bem…
- OLHA PEDRO! LA POR ESTAR NA CAMA NÃO SIGNIFICA QUE VAS TER SEXO. PERCEBESTE! ESTOU DOENTE!
-Eu nem estava a pensar nisso. Sinceramente….
- Esta bem! Eu já te conheço…
Já percorremos praticamente todo o corpo a procura da explicação para o sexto sentindo feminino. E mesmo no gosto e olfacto as diferenças são notórias. Os homens são melhores a detectar ao sabor salgado e amargo. As mulheres detectam melhor o sabor doce. Os homens são viciados em cerveja e croquetes. As mulheres são dependentes de chocolates. No que diz respeito ao olfacto as mulheres são imbatíveis. Especialmente na fase do ciclo menstrual correspondente a ovulação. Uma mulher pode somente pelo olfacto descodificar o estado do sistema imunitário de um homem e saber se este e complementar ao seu ou não. A isto elas chamam de atracção magnética. Tudo isto nos primeiros três segundos de um encontro. Ou seja, qualquer um pode ficar logo fora do jogo a primeira respiração efectiva da mulher.
E aqui finda o mistério. As mulheres são simplesmente melhores quando se trata de detectar qualquer variação na linguagem corporal, de sinais vocais, do tom da voz ou de qualquer outro estímulo sensorial. Mas mulheres não têm nenhum sexto sentido adicional. Não existe nada de magico ou sobrenatural nesta duvida eterna. São sobretudo melhores sensorialmente. E isso faz toda a diferença. No entanto, a maioria nem percebe quando um homem gosta realmente dela. E isso e algo simples de se ver. Muita informação sensorial também pode baralhar. Os homens é que são cegos e surdos que nem umas portas. E já se sabe, em terra de cegos quem tem um olho é rei. Agora imaginem, elas têm dois e são bons. Estamos lixados. Seja o que Deus quiser…
Music . Reamon. Super Girl




women… can’t live with them, can’t live without them!
nós somos tão queridas joão carlos !